Blogama 10 anos – Gama se segura na série C

Gama apenas empata em casa com o Ituiutaba na série C

Depois do fiasco no Candangão (o time acabou eliminado pelo Brasiliense e ficou de fora da Copa do Brasil), o Gama decidiu fazer uma reformulação no elenco e na comissão técnica. Luiz Carlos Barbieri foi embora assim como boa parte da “seleção do Espírito Santo”. E quem chegou para comandar o time foi o limitado Pedrinho Rocha ex-Imperatriz/MA e Uberaba/MG. Do time do Campeonato Candango ficaram apenas o goleiro Léo, os zagueiros André Nunes e Panda, os volantes Índio e Ferrugem e os atacantes Keké e Thiago Ferreira.

Após um campeonato ruim, a esperança da torcida (e minha) é que o Gama desse uma resposta à altura no retorno à terceirona. Apesar da desconfiança ao trabalho do técnico Pedrinho Rocha, havia a esperança de que o Gama retornasse à série B. Dos “bichos papões” que estavam no grupo do Gama apenas o América-MG era o time a ser batido. Os demais eram o desconhecido Ituiutaba/MG (hoje Boa Esporte), Mixto-MT e o decadente Guaratinguetá-SP que vinha em queda livre no Brasileiro.

Os reforços chegavam e nenhum capaz de empolgar. Dois do Rio Branco-AC (lateral esquerdo Ivan e atacante Sideny), dois do futebol Mineiro (Volante Zanini e lateral direito Alex) e outros mais desconhecidos ainda (Zagueiro Riso e atacante Cristiano). Mas vamos lá, série C não era nenhuma Champions League. Longe disso, era mais raça e correria do que técnica diziam. Mais tarde chegariam jogadores mais conhecidos como o retorno do goleiro Alencar, o volante Goeber, os meias Thiaguinho e Doda (vindo do Corinthians-AL) e o atacante Paulinho Macaíba.

Na primeira rodada como era de se esperar o Gama jogou mal e foi presa fácil para o América-MG na primeira rodada (2×0). Durante a partido o lateral Alex foi expulso e deixou o Gama com um jogador a menos. A recuperação era esperada com uma vitória sobre o Ituiutaba-MG em casa mas o time começou perdendo para o time mineiro e só conseguiu o empate graças ao Juiz que validou o gol de Jonhes completamente impedido. O resultado acabou derrubando Pedrinho Rocha do comando do time. Para o seu lugar viria Reinaldo Gueldini, técnico que fez o time alviverde subir para a série B em 2004.

Precisando vencer, Gama decepciona e perde para o Guaratinguetá-SP

A reação viria com uma boa vitória sobre o Mixto por 2×0 em casa. A torcida se animou e já sonhava com a possibilidade de retornar à série B. Mas a alegria durou pouco pois na próxima rodada o Gama levou uma goleada por 5×2 para o Guaratinguetá-SP fora de casa. Na sexta rodada o alviverde vencia o Mixto fora da casa por 2×1 mas acabou levando o gol de empate no finalzinho do segundo tempo fazendo com que o Periquito figurasse nas últimas posições da tabela. O Gama precisava de vencer o Guaratinguetá-SP em casa de qualquer maneira para seguir com chances de classificação e manter distância da zona de rebaixamento. Mas não foi o que ocorreu. Em pleno Bezerrão, o periquito foi derrotado pelo time paulista por 2×1, deu adeus às chances de acesso e o técnico Reinaldo Gueldini pediu demissão.

O presidente Paulo Goyaz não aceitou a demissão de Gueldini e o convenceu a permanecer. Mesmo assim o time não reagiu em campo e perdeu novamente para o Ituiutaba (2×1) no interior mineiro. O resultado obrigava o Gama a vencer o forte América-MG em casa para não cair para a quarta divisão. Para evitar um novo descenso a diretoria abaixou o preço dos ingressos e a torcida abraçou o time. A estratégia deu certo e o Gama venceu o já classificado América-MG em casa por 2×0 e conseguiu escapar do rebaixamento. Quem caiu foi o Mixto-MT.

Antes da partida final, o demitido técnico Pedrinho Rocha explicou os motivos que influenciaram na má campanha do escrete alviverde na terceirona “A diretoria do Gama não soube planejar e não sabe se entrosar. Me contrataram para montarmos uma equipe para conseguir o acesso, mas quando cheguei me disseram que jogaríamos apenas com os aspirantes (jogadores da base). No dia em que convenci eles [a diretoria] de que não dava para ter um elenco, tivemos que correr para contratar. Esbarramos na questão financeira. Fomos atrás de quem estava livre e que poderíamos pagar”, revelou. Um dos atletas indicados foi o atacante Testinha, do Rio Branco-AC. O jogador era o vice-artilheiro da Série C com seis gols.  

A vitória em casa diante do líder América foi a salvação para o Gama que ficou no lucro e permaneceu na série C

Com 11 dias à frente da equipe, Pedrinho Rocha contava com 38 jogadores no elenco, entre eles, quatro goleiros, oito volantes, seis atacantes e dez meias. Ele queria trabalhar com 25 atletas. “É difícil trabalhar no Gama. Os diretores não se entendem e o profissional não sabe qual linha de planejamento deve seguir”, desabafa. “Indiquei alguns que vieram e depois fomos contratando atletas por vídeos em DVD”.
A equipe que foi montada às pressas era considerada regular por Pedrinho Rocha. “Não era a ideal, mas dava para brigarmos por alguma coisa boa. Mas eu precisava de um tempo que não tive”. Pedrinho afirma não ter mágoa por causa da demissão, mas diz que foi precipitada“.

Depois da má campanha, o Gama demitiu a maioria do elenco e decidiu investir no time de aspirantes comandado pelo técnico Gerson. O time faria uma parceria com o Ceilandense e disputaria a segunda divisão com a camisa tricolor. Mas isso é assunto para o próximo capítulo. Assista abaixo os melhores momentos do Gama na vitória por 2×0 sobre o América-MG no Bezerrão que livrou o time do rebaixamento.

 

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