Blogama 10 anos – Nova realidade no Candangão 2009

A posse de Paulo Goyaz como novo presidente do Gama trouxe mudanças significativas ao clube. A começar no material esportivo (sai a Rhummel e entra Superbolla), um plano de sócio torcedor importado do Internacional-RS…e o retorno à nossa casa, o reformulado estádio Bezerrão. Na Diretoria de Futebol veio Flávio Raupp – ex Diretor de Marketing na época das vacas gordas. 

Havia uma expectativa muito grande em torno do novo trabalho realizado à frente do Gama. Era necessário recuperar o prestígio após o rebaixamento para a série C e o crescimento do arquirrival Brasiliense. No entanto o Gama esbarrou na falta de investimentos. Como trazer um time forte para disputar o Campeonato Candango e buscar o acesso sem dinheiro. A solução encontrada foi buscar no Espírito Santo uma seleção de jogadores que seriam os melhores do estado.

Chegariam então nomes que nem de longe figuravam nas manchetes esportivas. Do Rio Branco veio o técnico Giuliano Pariz, o goleiro Robson, o lateral direito Hugo e o volante Yomisio. Outros destaques de equipes capxabas surgiriam como o zagueiro Pedrão (Laranjeiras-ES), volante Ferrugem (São Mateus-ES), meia Eduardo (Vilavelhense-ES). Eles se juntaram aos remanescentes da equipe como o goleiro André Zandoná, o lateral esquerdo Elivelto, os meias Tallys e Thiaguinh0 além dos atacantes Maia, Juca e Kleyr (que viria a ser a maior decepção do time já que pouco jogou por problemas de documentação). A nova fase permitiu até um sonho a ser realizado pela torcida que era a de ver um jogador do amador no time principal. Viria então Keké, astro do Setor Sul.

O Gama começou o campeonato com vitórias apertadas sobre o Brazlândia (1×0) e Legião (4×3). O primeiro tropeço foi contra o time do Dom Pedro (1×1). A falta de confiança viria recompensada com um empate sobre o arquirrival Brasiliense por 1×1 com gol feito imagina por quem? Ele mesmo, Keké.

Mesmo sem apresentar um futebol vistoso, o Gama venceria Ceilândia em casa (1×0). Mas na rodada seguinte o Periquito sofreria a primeira derrota (para o time recheado de veteranos do Brasília por 2×0). Em seguida nova derrota desta vez para o Luziânia. A má fase fez Pariz balançar no cargo, mas no segundo turno o Gama daria a resposta com uma goleada de 5×1 sobre o Brazlândia.

Mas a reação parou por aí. Maus resultados diante de Legião e Dom Pedro fizeram que Pariz pedisse demissão. O pedido foi aceito e o clube se apressou para contratar um técnico com bagagem para enfrentar o Brasiliense. O escolhido foi Luiz Carlos Barbieri. De nada adiantou. O Gama foi humilhado pelo Jacaré com uma sonora goleada por 4×0.

Aos trancos e barrancos o Gama conseguiu se classificar para o quadrangular final que definiria o campeão. Porém os problemas financeiros voltaram a rondar o clube. Destaques do time como o atacante Maia e Bebeto se mandaram para grandes equipes e o clube não podia fazer nada para segurá-los. Enfraquecido o Gama iniciou o quadrangular com derrota para o Brasiliense em casa. Venceu o Dom Pedro, venceu e perdeu para o Brasília e dependia de uma vitória de novo contra o Dom Pedro em casa para seguir com chances de ir para a final. O jogo se arrastava num 0x0 até que a arbitragem marcou pênalti para o Gama. Thiaguinho bateu de forma displicente e perdeu a cobrança. Na entrevista, o meia pronunciou uma frase enigmática “Quem sabe se os salários estivessem em dia a bola não teria entrado?”.

O Gama foi para a partida final contra o Brasiliense na Boca do Jacaré precisando vencer de qualquer maneira. Mas não foi o que aconteceu. O Gama ficou no empate por 1×1 e deu adeus à qualquer chance de título. De quebra ficou de fora da vaga na Copa do Brasil. Prejuízo total para a diretoria que agora precisaria catar os cacos e pensar na Terceira Divisão que viria em seguida.

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