Conselheiros gamenses aprovam gastos da gestão de Tonhão

Poucos conselheiros compareceram à assembleia | Foto: Sérgio Vinícius (BloGama.Net)

Em  assembleia esvaziada realizada na noite da última segunda-feira (27/03), os conselheiros da Sociedade Esportiva do Gama aprovaram por unanimidade os gastos feitos pela gestão de Tonhão como presidente do alviverde. Apesar das discussões, não houve questionamentos mais duros quanto aos gastos feitos em 2016.

A maior polêmica da noite foi levantada por Toninho. O membro do conselho fiscal afirmou que quem deveria analisar e dar o parecer sobre as contas são os antigos conselheiros fiscais, já que a diretoria atual assumiu o cargo em dezembro de 2016 e as contas eram referentes até 30 de novembro de 2016. O corpo fiscal da diretoria gamense estava desfalcado de Ribamar, que já é o substituto de Agrício Braga que pediu para sair da diretoria. Nenhum dos membros suplentes da fiscalização estava presente na assembleia e Toninho se recusou a assinar o relatório feito por Stênio. Com a recusa, Stênio Pinho assinou sozinho o parecer de aprovação.

Dificuldades
O ex-presidente gamense afirmou que a gestão do time nesses quatro anos só foi possível pela venda dos apartamentos do clube. Antes proibida pelo estatuto, foi a venda do patrimônio gamense que manteve a folha salarial em dia nos anos que se passaram. “Nós vendemos algo em torno de 20 apartamentos, o que compreendeu R$4 milhões para todos esses anos”, explicou Tonhão. Que ainda disse que seria impossível manter o time sem essa prerrogativa.

Pedido de conselheiro
Marcio Almeida, membro do conselho gamense pediu a palavra ao fim da reunião e leu um documento feito por ele e endereçado a Miguel Peres, presidente do conselho deliberativo da gestão atual. Na pauta, Marcio pede para que seja entregue pela diretoria os contratos com a SuperBolla, contrato da compra do ônibus, contrato com a empresa gestora das categorias de base e o contrato com a Brasil Pré-pago, empresa que gerencia o sócio-torcedor. 

Incomodado, Tonhão interveio e fez uma observação quanto à divulgação dos documentos. “Vocês têm que entender que você e o Marcelo (Gonçalo) fazem parte de uma imprensa e tem coisas que vocês têm de segurar, não podem divulgar porque atrapalha”, afirmou o cartola. Marcio Almeida respondeu de pronto que os diretores poderiam ficar tranquilos que as cláusulas sigilosas por contrato não seriam divulgadas.

Acordo para clássicos
Atual presidente da diretoria executiva, Weber Magalhães pediu a palavra antes do fim da reunião e avisou uma novidade para as próximas partidas entre Gama e Brasiliense. “Assinei um documento e me comprometi que qualquer jogo contra o Brasiliense seja no Mané Garrincha. Sei que em uma ocasião em que estivermos com o Bezerrão de volta é chato mas também corríamos o risco de ter que jogar no Abadião”, explanou.

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