CRÔNICA – Não deixamos pra lá

Tenho um grande orgulho de dizer, quando me indagam em rodas de conversas aleatórias ou em perguntas direcionadas do nada, que meu único time é o Gama. Geralmente vem através de uma interrogação desacreditada com uma expressão de “COMO ASSIM?” e, muitas vezes, repetem a pergunta como se a resposta não tivesse fundamento. Difícil compreender o porquê da complicação, mas a verdade é que não há como dividir esse amor em dois: amar meu time aqui e outro à distância. Ademais nunca botei muita fé em amores à distância, complicadíssimo. Prefiro o amor egoísta do meu único time, o Gama.

Sempre foi! Nos altos e baixos momentos sempre me disse Gama. Nunca neguei.

As recordações ruins das derrotas sofridas que ao passar a semana P da vida e pensativo se ouvia dos mais próximos e também dos chatos: “deixa esse time pra lá”. O que, obviamente, não funcionou. A esperança ultrapassava o limite comum e lá estávamos nós, outra vez, no ano seguinte e seguinte torcendo… TORCER, palavra que pra nós, nos últimos anos sempre foi sinônimo de sofrer. Sofrido…

PASSADO!!! Não ouvimos de ninguém pra esquecermos o derrotado e não sofremos mais esse ano. Nada de sofrimento. Passado! Deixado pra lá, esquecido e olhado, a partir de agora, pelo retrovisor como experiência. Invicto em 2019 e de volta em 2020. Merecemos!

E não deixamos pra lá!

Thiago Spíndola

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