Freguesia Incômoda

O Clássico ainda está bem presente na cabeça da mídia e da torcida alviverde. Os ocorridos no jogo Gama x Brasiliense do último domingo ainda serão julgados pela Justiça Desportiva, mas o que se sabe é que o Gama não poderá contar com os seis jogadores que foram expulsos pelo árbitro Almir Camargo em súmula: o goleiro Maringá, o lateral direito Dudu Gago, o volante Eduardo e os atacantes Raone, Paulinho Fernandes e Roberto Pitio.

O Gama ainda está invicto e atualmente na terceira colocação da tabela (foi ultrapassado pelo Ceilândia em rodada atrasada desta quarta-feira). Ainda com quatro jogos pela frente, o técnico Reinaldo Gueldini sonha com a retomada da liderança até a última rodada diante do Real F.C.

O problema agora será quebrar uma invencibilidade incômoda que paira no Gama quando joga contra o Paracatu. Por incrível que pareça desde que o extinto Unaí se transformou em Paracatu o Gama não sabe o que é vencer o rival. Em três jogos acumula três derrotas, a última com direito a vexame no Bezerrão.

A primeira vez de Gama x Paracatu ocorreu em 2014 no estádio Serra do Lago dia 26 de Janeiro. Na ocasião o time foi entregue para o grupo de empresários da GP Soccer e logo na estréia o Gama perdeu para o Luziânia por 1×0 em casa com direito à invasão de torcidas em vestiário. Depois de uma promessa de que o time “não perderia mais”, o Periquito sofreu sua primeira derrota para o Paracatu pelo placar de 1×0 (gol marcado por Reinaldo de cabeça). A torcida se enfureceu e pediu a saída do presidente Antônio Alves do Nascimento Neto.

No ano seguinte foi a vez do Gama conhecer o estádio Frei Norberto em Paracatu. Com um time mais qualificado e comandado pelo técnico Gilson Granzotto, o periquito foi derrotado pelo rival de novo por 1×0. O volante Paulinho arriscou da intermediária e o goleiro André Ferlini quis afastar com os pés e acabou tomando um frangaço. Depois desse gol André ganhou o apelido de “Frangolini”, foi para a reserva e Pereira foi o titular até o título candango.

Em 2016 era para ter sido o ano da desforra. O Gama então bem no Campeonato Candango e na Copa Verde recebeu o Paracatu no estádio Bezerrão. Mas novamente quem se deu bem foi o time visitante. Aos 40 minutos Luizinho cobrou escanteio e Iago de cabeça abriu o placar. O Gama empatou poucos minutos depois em cobrança de pênalti do atacante Dodô.

Os jogadores do Paracatu foram para cima do árbitro que chamou a PM. Os soldados então efetuaram disparo de spray de pimenta em cima do goleiro Pedro. O time mineiro ameaçou não voltar em campo mas depois de muita conversa resolveu voltar. A pimenta pareceu ter dado forças ao time mineiro que marcou o segundo gol: Diego cruzou na área, a bola bateu no travessão e para dentro do gol.

O Gama chegou novamente ao gol de empate depois que o lateral Adriano cruzou na área e o ídolo Tiago Gaúcho livre de marcação empurrou para as redes. Após o lance que gerou muita confusão o árbitro expulsou três jogadores do Paracatu e um do Gama. O Periquito se adiantou todo em busca do gol da vitória mas acabou tomando o gol depois de uma falha bisonha de Pereira. João Paulo foi recuar para o arqueiro, o goleiro se atrapalhou todo e entregou a bola nos pés de Diógenis. Para completar o grandalhão atacante Eric perdeu a última boa oportunidade do Gama cara a cara com o goleiro. Após o jogo Vilson de Sá então Diretor de Futebol pediu a cabeça do técnico Arthur Bernardes…e não foi atendido.

Agora o Gama que teve quatro titulares expulsos no clássico viaja novamente ao interior mineiro para enfrentar o melhor Paracatu das últimas temporadas. O time mineiro ainda vai pressionado depois de perder fora de casa para o Luziânia. Conseguirá o periquito quebrar o tabu?

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