Peculiaridades sobre os confrontos das quartas

Este ano o Ceilândia derrotou o Luziânia em pleno Serra do Lago. Foto: globoesporte.com

  Neste final de semana começam a ser disputadas as partidas que definirão os quatro classificados para as semifinais do Candangão 2017. Diferentemente dos anos anteriores, o equilíbrio ficou apenas do quarto colocado para baixo: Gama, Brasiliense e Ceilândia confirmaram o favoritismo e se classificaram entre os líderes.

Mas nem por isso pode-se dizer que a fatura está liquidada. Alguns detalhes interessantes podem fazer a diferença nessa fase onde nem sempre o favorito leva. Vejamos os confrontos:

LUZIÂNIA X CEILÂNDIA

Gato e Igrejinha já se conhecem de muitos anos. No entanto o time goiano está pagando caro pela reformulação feita em seu elenco. Vários atletas que tiveram campanhas vitoriosas “desertaram” para outros clubes como Brasiliense (goleiro Sucuri, os volantes Aldo e Lucas Garcia) e o próprio Ceilândia (volante David e meia Alcione). Eliminado das copas Verde e do Brasil, o Luziânia se classificou na bacia das almas para estas quartas de final. Já o Ceilândia começou perdendo para o Real na primeira rodada e foi subindo de produção até chegar na liderança.

Sob o comando de Evilásio de Almeida que herdou o comando após a dispensa de Ricardo Antônio, o Luziânia alterna bons e maus momentos. Nos últimos quatro jogos foram duas derrotas e dois empates (ambos pela Copa Verde diante do Rondoniense). Já o Ceilândia não sabe o que é perder desde a primeira rodada e depois de dois empates contra Sobradinho e Gama voltou a vencer em casa (3×0 sobre o frágil Paranoá).

O confronto promete ser de muito equilíbrio. Desde 2014, Ceilândia e Luziânia se enfrentaram 8 vezes com 3 vitórias para o Gato, 2 empates e 3 vitórias para o Luziânia. Das três vitórias do Ceilândia, duas foram na casa do adversário (Serra do Lago incluindo a deste ano). Mas nos momentos decisivos quem se dá melhor é o Luziânia como em 2015 quando conseguiu reverter a vantagem do adversário eliminando-o nas quartas de final. E no ano passado quando passou com folga na decisão do título. FAVORITO: CEILÂNDIA

Fim da “maldição” do Gama. Foto: Sérgio Vinícius

PARACATU X GAMA

A “freguesia” gamense junto ao Paracatu acabou somente em 2017. Nos anos anteriores o time mineiro nadou de braçada em cima do periquito com três vitórias em três jogos. Ambos os times jamais se enfrentaram no mata-mata.

O Paracatu deste ano investiu bastante em infra-estrutura e o resultado foi uma vice-liderança na primeira parte do torneio. Mas bastou enfrentar times de maior pedigree para expor as fragilidades do elenco paracatuense. Vem de três resultados ruins (duas derrotas e um empate).

Já o Gama começou com tudo na primeira fase – três vitórias consecutivas em sua casa (Bezerrão). Bastou o primeiro jogo fora para vir o primeiro empate. E depois com a teimosia de Gueldini em insistir com jogadores mais chegados, o time caiu de produção. Para completar o treinador ficou três jogos sem seis jogadores (quatro titulares) que cumpriram suspensão imposta pelo TJD pela briga no clássico.

O Paracatu apostou suas últimas fichas na troca do treinador (saiu Buião e entrou Rubio Guerra do futsal). Mesmo com todos os seus problemas (incluindo aí um atraso na folha salarial), o Gama tem elenco, camisa e uma apaixonada torcida para lhe empurrar. FAVORITO: GAMA

Santinha saiu na frente mas vacilou e permitiu empate do Leão. Foto: Marcelo Gonçalo/Santa Maria

SOBRADINHO X SANTA MARIA

Na teoria, duas gratas surpresas se classificaram no meio da tabela e vão para o mata-mata no confronto mais equilibrado dos últimos tempos. Levando em consideração os confrontos entre ambos a partir de 2014, há uma leve superioridade do Leão da Serra com 2 vitórias para o Sobradinho, 1 empate e 1 vitória para a Águia.

Antes cotado ao rebaixamento, o novo presidente do Sobradinho (ex-volante Túlio) apostou suas fichas no técnico Augusto César e se deu bem. Mesmo com jogadores jovens e contratados em cima da hora, Augusto não só conseguiu livrar o Leão do descenso como colocou entre os quatro melhores. Com o melhor ataque da competição, o alvinegro também é recordista de empates (7) e só perdeu uma partida (Brasiliense).

Já o Santa Maria veio “anabolizado” com a chegada do ex-Diretor de Futebol do Gama Vilson de Sá. Com faro apurado para montagem de elenco, o time mostrou bom futebol mesmo diante dos grandes Brasiliense e Gama. Porém sofre com altos e baixos como inexplicáveis derrota contra Paranoá em casa e com Ceilândia (num momento que estava com um atleta a mais em campo). SEM FAVORITO

Brasiliense e seu time caro para os padrões locais venceu o Real no Abadião. Foto: Ricardo Botelho/Real F.C.

BRASILIENSE X REAL

O outrora poderoso Brasiliense vem perdendo espaço nos últimos anos. Este fato incomodou seus dirigentes que para esta temporada não mediu despesas para a montagem do elenco. Com jogadores que poderiam facilmente atuarem em times de série B ou C, o Jacaré mesclou jogadores que conhecem o futebol local com atletas de “grife” como o goleiro Andrey (ex-Internacional), zagueiros Preto Costa (Guarani-SP), Welton Felipe (Atlético-MG) e Alex Silva (que se mandou para o Jorge Wilstermann-BOL disputar a Libertadores), meias Souza (São Paulo-SP e Grêmio-RS) e Guaru (Botafogo-SP) além dos atacantes Nunes (Bragantino-SP e Botafogo-SP) e Reinaldo (Flamengo-RJ e Atlético-MG).

Já o caçula Real F.C. apostou na manutenção do elenco que disputou o candangão de 2016 pelo Brasília e a segunda pelo Dom Pedro. O time começou surpreendendo o Ceilândia na primeira rodada e alimentando a ilusão de que o time de Luis Felipe Belmonte estaria credenciada ao título. Mas o tempo foi passando, o time foi caindo de produção até culminar com a saída de Gauchinho do comando técnico.

Foi aí que houve uma reviravolta em ambos os times. O técnico Luis Carlos teve problemas para administrar o elenco “estrelado” do Jacaré e acabou sendo demitido. Não durou nem uma semana foi contratado pelo Real. Sob o comando do novo treinador o Real, o time aurianil ainda não venceu, mas também não perdeu. Foram três jogos e três empates. Já o efetivado auxiliar técnico Rafael Toledo coleciona um empate (Gama), uma vitória (Luziânia) e uma vexatória derrota para o rebaixado Brasília. No confronto direto entre ambos em 2017 deu Brasiliense por 2×0. FAVORITO: BRASILIENSE.

Acompanhe abaixo as datas e locais dos jogos de ida das quartas de final do Candangão 2017:

  • Santa Maria x Sobradinho (Sábado 16:00 estádio Bezerrão);
  • Paracatu x Gama (Sábado 16:00 estádio Frei Norberto);
  • Luziânia x Ceilândia (Domingo 15:30 Serra do Lago);
  • Real x Brasiliense (Domingo 15:30 Mané Garrincha).

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